domingo, 25 de maio de 2014

A Lei de Gil Gil


Em 1956 antes de vir para o Brasil, o Sr. Rafael Gil Gil fundador da Cafecrem, trabalhava como barman na cidade de Barcelona, Espanha. 

Era uma cafeteria de grande porte e tinha um público cativo e exigente, bastante típico da Catalunha.


Nesta cafeteria já havia uma grande novidade para a época, uma máquina de café espresso Gaggia de alavanca de 4 grupos que continuamente tirava cafés, uma máquina resplandecente toda cromada, com detalhes em dourado e uma luz néon que refletia sua chaparia.

Na Espanha pós-guerra a crise econômica era uma realidade, havia uma grande taxa de desemprego e os salários por conseqüência eram muito baixos. Sendo assim para ganhar mais gorjetas e completar o seu soldo o Sr. Gil Gil aprendeu muito rápido que era essencial cativar o cliente, dar-lhe atenção, realizar seus desejos e até ser seu confidente.

A bebida mais solicitada pela parte da manhã era o café com leite. Como trabalhava muito com aquele maquinário o Sr. Gil Gil pegou muita perícia em seu manuseio e conseguia atender os clientes com bastante rapidez.

Certa vez percebeu que no copo havia a possibilidade de dividir o leite do café, o deixando bicolor. No início as pessoas adoraram a idéia e assim surgiu “el blanco y negro”, como foi batizado na época, ficou famoso em toda Barcelona e atraiu ainda mais clientes.

Aquela máquina valia ouro, assim quando apresentava alguma avaria ele mesmo consertava, para não deixa-la parar. No final das contas recebia mais de gorjetas que de salário. Tinha muita lábia, era simpático e prestativo e ao seu público sempre perguntava: “Como deseja o seu café?”.

Esta bela história verídica nos arremete a uma questão bastante lógica: Se temos um moinho que mói instantaneamente e uma máquina que só tira o café após o pedido, por que não fazer o espresso da maneira que o cliente gosta? Por acaso todos os bebedores de café tem o mesmo gosto? 

Daqui surge a “Lei de Gil Gil”: “Fazer o café espresso ao gosto do cliente”.

Aqui vai uma advertência a todos os baristas, em um estabelecimento comercial o que realmente importa é a satisfação do cliente e embora estudemos formas de extrair uma bebida perfeita é fundamental que se faça o café da maneira que o cliente gosta, seja ela ou não a maneira mais exata de consumir.

Os seres humanos são únicos e tem gostos bastante distintos e os equipamentos de café espresso estão mais que preparados para fazer o café da maneira que o cliente gosta de tomar.

A Cafecrem é pioneira na comercialização de máquinas no Brasil, no seu início teve grande rejeição de parte do público, pois, achava-se o espresso “forte”. O que faltava era alguém atrás do balcão perguntando se preferia um “carioquinha”. Não há maneira certa de tomar o espresso, não há padrão.

Não custa perguntar ao cliente: Como prefere o seu café espresso? Aqui está a chave do sucesso. Seguindo a “Lei de Gil Gil”: “Fazer o café espresso ao gosto do cliente”.

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